sexta-feira, 1 de outubro de 2010

TEMPO E MATÉRIA

Tempo e matéria
Eis minha constituição
E alma e essência
Onde estarão?

Sou um viço,
 um nascedouro.
Um apagado tição,
sou servidão,
ou sou ouro
perdido em meio a tudo isso?

7 comentários:

Zélia Guardiano disse...

Você é ouro, meu querido!
Fulgurante ouro!
Sem dúvida...
Enorme abraço, amigo Cacá!

pensandoemfamilia disse...

Bela reflexão poética. Que o seu brilho (ouro) nunca se apague em sua essência.
Abços.

lis disse...

Só consigo ver alma e essência
somos virtuais rsrs
e há reflexos luminosos só pode ser ouro original rs
deixando abraço

Simone Moura e Mendes disse...

Este é uma das minhas poesias mais recentes. Esta sua, por sinal, muito bonita, fez-me dela lembrar.
Corpo e alma

Meu corpo: matéria consumível
efemeridade, circunstância
inconsequência, intrepidez
egoísmo, cupidez, insanidade
reside na zona do pecado

Minha alma: éter
eternidade, indulgência
universalidade, placidez
consciência, ponderação
habita num mundo libertário

Minha alma é remanso
meu corpo é avalanche
minha alma oriente
de um corpo ocidentalizado

Corpo e alma, respectivmente
meu veneno, meu antídoto
irmãos siameses
enquanto nesse mundo
de provas e remição

Simone Moura e Mendes

Toninhobira disse...

Momento de reflexão na inspiração poetica do ser.R voce amigo com seu brilho. é aquele ouro que se vislumbra apos horas a fio de rodar a bateia e no fim do dia ver aquele brilho no fundo desta. Meu abraço e belo fim de semana no exercicio da democracia. Bons tempos meu amigo!!!!

Ane Battagy disse...

Por mais clichê que seja "O essencial é invísivel aos olhos".
Muito bom o blog, grandes questionamentos que deveriam ser exercidos diarimente spor todos, já que fazemos parte do ciclo histórico da mudança do mundo, mesmo que nossas únicas armas, como diria Leminski, sejam "piedras, noches, poemas".
Estarei por aqui mais vezes.
Blessed be

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