segunda-feira, 23 de agosto de 2010

UMA VISTA PARCIAL DA BIENAL


Depois de oito dias enfurnado entre o quarto de hotel e o galpão do Anhembi, cá estou para lhes contar as novidades, para mim surpreendentes sob todos os pontos de vista. Surpreendentes não tanto pelo caráter inusitado, novo ou extraordinário, mas pelo fato de eu estar presente no contexto como participante. Então, o olhar se torna mais filtrado do que eu mesmo esperava. No espaço gigantesco formado por 15 ruas cruzando com quinze avenidas literárias e  margeadas por praças gastronômicas aconteceu a bienal do livro de São Paulo. Foram cerca de 350 estandes, representando mais ou menos 900 selos de editoras nacionais e estrangeiras. Pelos meus cálculos estimados,  só de autores nacionais, havia mais de 90.000. Desses, a esmagadora maioria eram autores novos.

Como numa feira qualquer, vale a qualidade do marketing mais do que qualquer outro quesito para se vender algum produto. O quesito da qualidade é restrito aos iniciados, entendidos e amantes da literatura. O grande público vai à bienal como vai a uma feira qualquer: para se misturar à multidão, coisa própria do espírito gregário humano, para comer, para sair da rotina, para encontrar pessoas e para comprar livros também, apesar desse último ato ser limitado pelos preços proibitivos que as editoras praticam ainda no Brasil. A seleção já começa por um estacionamento a 25,00; ingressos a 10,00 e um cafezinho a 3,00. Imaginem o preço dos livros... De qualquer forma, é um evento que coloca quase todas as editoras brasileiras em contato com o público leitor, observador e negociador. São coisas do capitalismo.

Para quem está começando e quer trilhar o caminho da literatura, há que se contentar em ver a bienal como uma espécie de pedágio no trajeto, um ponto de parada importante para continuar a andança pela estrada pedregosa e difícil de ser vencida. Nunca um ponto de chegada. No entanto, é um entreposto importante para deixar a marca do que foi feito até ali e uma impressão do que mais pode ser feito. Assim, ela ( a feira) abre mais portas que serão encontradas à frente com mais facilidades; comparativamente eu diria, barateando os próximos pedágios. Caminhos paralelos também são mostrados e as possibilidades de melhorar as escolhas vão crescendo, desde que o novo autor não se deixe abater pelo desânimo, pela falta de determinação em seguir em frente.


FOTOS DO EVENTO

19 comentários:

Geyme disse...

Oi Cacá!! Que maravilha ver vc na bienal com essa "tetéia" de livro, e agora, ter tudo isso detalhado aqui no seu blog!!!!
A feira é um instrumento importante mesmo, para os novos e iniciantes autores nesse mundo literário! Agora é certo o que vc escreveu sobre nosso mundo capitalista, que se aproveita desde o estacionamento ao assalto no cafezinho... nem dizer ainda sobre o preco da matéria prima da feira: Os livros, que deveriam ser mais acessíveis ao bolso do leitor!!
Aiii, gostaria de ter participado tb, mas vou deixar para a próxima, até lá, espero já estar morando no Brasil novamente!!
Amigo, sucesso agora e sempre, como nunca!! Aquele beijo!!!!
Geyme Lechner
geyme.blogspot.com

Chica disse...

Que chique,Cacá!

Coisa boa e melhor agora, que estás de volta!

Essas coisas são assim, e pouco a pouco vais desvendando tudo desse mundo da literatura,né?

Lindas fotos.abração,tudo de bom,chica

Marliborges disse...

Oiiiiiiiiii Cacá!
Estava com saudades. Parabéns pela participação. Torci por você. A gente tem que ter uma senhora energia pra estar ali, todos os dias né? Essas feiras são complicadas. O que vale mesmo são os contatos, que às vezes podem abrir portas. A gente gasta e se desgasta e na hora do bem-bom, vale o marketing. Por melhor que seja o produto. Qualidade é para os iniciados, como você bem observou. E o preço dos livros é algo completamente fora da realidade. E preocupante. Essas editoras também, francamente!!! É uma luta. Mas vamo, que vamo!!Bjssssss

Celina disse...

Oi Cacá que bom que estejas de volta estavamos todos com muita saudades. Cacá todo o inicio é dificil!
Èpreciso muita perseverança, e sei que vc tem, vc mesmo viu quanta concorrencia, nós confiamos em vc acreditamos no seu valor,
Um abraço saudoso Celina.

Lisa Alves disse...

Cacá, parabéns pelo livro, vou querer o meu! Ah depois se interessar divulque seu livro lá no nosso espaço. beijos e salve a arte!

Isadora disse...

Cacá que bom que está de volta e espero que a Bienal tenha lhe rendido frutos.
Fiquei muito triste com os preços indicados por você. Só a ida a Bienal é quase proibitiva.
Os valores deveriam ser mais acessíveis justamente por intuito maior serem os livros. Uma pena.
De qualquer forma é como você colocou entenda-se como um pedágio necessário.
Um beijo e quando puder nos conte mais um pouco.

Mari disse...

Oi caca,

Que bom tê-lo de volta. Senti sua falta meu querido.
E vc aqui em Sampa...tão pertinho!
Parabéns pela participação na Bienal!
Beijos

HSLO disse...

Que maravilha amigo...na bienal. Eu ainda vou um dia...
Fico feliz que minha postagem tenha servido pra você viu.

abraços

Hugo

Flor da Vida disse...

Olá amigo, boa noite!
Que bom que está de volta e compartilhou conosco sua experiência na Bienal, isso é de suma importancia pra muitos de nós que ainda não pudemos participar...
Deixo a ti um abraço e meu
fraterno carinho... Paz e luz

Maíra disse...

Pai, fico muito feliz em ver que está realizando um sonho e colhendo os frutos do belo trabalho que faz com tanto amor.
Que seja o primeiro dos muitos grandes eventos!
Te amo!

Maricília Silva disse...

José Cláudio... Parabéns pelo livro... pelo trabalho... pela vitória! É uma grande satisfação compartilhar desse momento tão precioso para você. O "bebê" inicia seus passos... pela longa estrada... da Bienal de SP... Minas... e outros tantos bebês nascerão... Desejo-lhe muito sucesso nesta caminhada. Obrigada pelo carinho... bjos para ti e para a sua amável esposa

pensandoemfamilia disse...

Oi Caca

Que bom tê-lo de volta ao nosso convívio e nos trazendo notícias da bienal.
É uma oportunidade importante para os autores, e que bom que vc participou, apesar do que nos relata sobre o marketing.

Parabéns.

CESAR CRUZ disse...

Bem, meu caro Cacá. É isso. Como sempre você faz uma crônica mais otimista e "pra frente" do que a minha. Para mim essa Bienal, meu velho, foi o que eu disse lá na minha crônica, foi um grande circo. Dos horrores. Deixa eu parar por aqui para não desanimar os jovens que nos leem.

Forte abraço!
Cesar

lis disse...

Gosto muito de ver eventos culturais desse nível , autores de primeira viagem ou de todas as viagens apresentando seu trabalho , ganhando experiência .
Imagino o cansaço que uma feira dá pra quem participa como integrante.
Que os frutos apareçam bem rapidinho Cacá.
Voce escreve muito bem .
Quero ve-lo nas livrarias de todo País, e adquirir o seu livro.
abraços , obrigada do vídeo, deu pra fazer idéia da beleza que foi a Bienal.
Parabéns.

Miriam de Sales Oliveira disse...

Meu caro,essa história de Bienais,bem,é isso mesmo.Inócuas,mas,necessárias,pois,nos dão visibilidade.N/ fui à de Sampa porque estava chegando de Paraty e já estou de malas prontas p/ MAL. Deodoro,em Alagoas,onde irá acontecer uma bela festa literária.
Mas,tenho certeza q/ vc ,c/ essa perspicácia q/ Deus lhe deu tirou proveito de tudo.
Tudo q/ fazemos em Literatura é investimento,se n/ em ganhos,ao menos em experiencias p/ o futuro.
bjs

Toninhobira disse...

Muito bom amigo,em tempo voce no lugar certo.Sucessos na divulgação de seu lindo filho,que tive a grata alegria de conhecer a fundo.Ainda fico pensando como a nossa Itabira ainda nao acordou.Mas é isso mesmo, né?
Um abraço.Belas fotos.E gostei da falha nossa,rsrs,pois assim pude matar saudade de ruas que um dia andei pelos anos 70,naquele tempo ond emilitava na criação do PT.Belas lembranças,o poder das fotos. Muita luz e paz para voce amigo.

Lua Nova disse...

Que bárbaro!!! Parabéns!!!
Quem tem talento e determinação chega lá. É claro que os preços são proibitivos, mas quem sabe as coisas comecem a mudar. Nunca vi tanta gente escrevendo e acredito que, pelo menos essas mesmas pessoas, são boas leitoras. Tenho fé que o hábito de ler esteja em franca expanção. Na Argentina, em vez de ter uma farmácia em cada equina, tem uma livraria. Tomara cheguemos a isso.
Postei no meu blog seu livro e comuniquei sobre sua participação na Bienal. Se quiser ver, ainda está lá. Vou tirar amanhã.
Beijos.

Vania de Castro disse...

José Cláudio, parabéns pelo lindo trabalho! Sucesso e alegria. Receba meu abraço, Vania. vaniadecastro@vaniadecastro.com.br

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