sexta-feira, 10 de julho de 2009

ARCANJO ISABELITO SALUSTIANO

FILÓSOFO COM FORTE INCIDÊNCIA NO PSICOLÓGICO


A escolha do nome se deu pela preferência por originalidade. Não gosta de repetição, coisa que não fica bem para um filósofo que se preza. Arcanjos no céu até que tem muitos. Agora, Isabelito Salustiano é mais raro. Ficou assim por adoção própria, mas não quis registrar em cartório.


De tanto subir e descer ladeira em Minas Gerais, olhando, ora de cima, ora de baixo as coisas e as pessoas, acabou formando-se em filosofia. Livros especializados leu uns três (caros demais); o resto completou na internet. Mas tem o lado negativo também: de tanto ficar sentado na frente do computador, adquiriu uma hérnia de disco. Hoje quando senta assim meio de lado, tem gente que acredita estar soltando gases. Na verdade, é para distribuir melhor a dor pelo corpo todo. Democracia filosófica aplicada ao corpo.


Mais mineiro que feijão tropeiro e broa de fubá, mais desconfiado que buraco de fechadura. Tem umas incursões pela psicologia. Herança de Adão (do sobrenome). Observa calado e pá, solta um palavrório afiado, um substantivo que fere ou engorda de alegria. Adjetivos solta poucos para não envaidecer os já emplumados e nem deixar de ser econômico. Não dá consulta por falta de alvará, mas dá palpite em tudo, sem cobrar. Só não lhe peçam palpite para jogo de loteria.


É um otimista acima de tudo. Acredita que o Brasil é o país do futuro, só não conseguiu ainda definir para quando.


Outra tese sua, indefensável dentro da odontologia: o maior sintoma da depressão humana é quando a pessoa deixa de cuidar dos dentes, mesmo tendo recursos financeiros. Não foi tirada de nenhum tratado de psicanálise - adaptou uma frase de seu irmão mais velho.


Para ele, o bem e o mal estão divididos em duas categorias: os muito maus e os domesticados por terem algo a perder. Esses últimos são chamados na sociologia de civilizados.


Não costuma fazer juízos de valor embora tenha sempre uma receita para tudo. Talvez um legado dos tempos em que foi cozinheiro. É tão verdade que sua máxima para crises existenciais, de relacionamentos amorosos, problemas políticos vem da cozinha e diz: “água e fubá bem dosados evitam angu de caroço.” Ou caroço no angu para os mais perfeccionistas.


Passa a freqüentar às vezes, com uma alegria desnecessária, outras, com uma ironia involuntária, páginas gloriosas de análises, blogs, recantos e outros lugares onde haja necessidade. Gente para oferecer soluções para o mundo já tem demais. Precisa de alguém para embolar um pouco o meio de campo. A intenção é tão somente ajudar aqueles que acham que trocar de carro, de casamento, uma roupa nova, arranjar um emprego de servidor público, levar o cachorro no banco traseiro para passear, é toda a felicidade possível existente no mundo.

1 comentários:

Chica disse...

Linda crônica sobre esse ARCANJO especial e suas sabedorias simples e filosóficas da vida comum...abraços e tudo de biom,chica

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