quarta-feira, 23 de junho de 2010

POEMA DOS TRÊS PODERES


Advertências:
(Musicado: Cantar no ritmo de “Lá No Pé da Serra”)
Feito em parte em Juiz de Fora e na praça dos três poderes
Rimas pobres como uma casa mal construída, risco de cair.
Esse ato foi público, tenho todos os rascunhos.
Eu estou me lixando para a sua opinião
Decreto legislativo:
Mude-se o povo, revogam-se as manifestações em contrário.


Fiz uma casinha branca
Lá no pé da serra pra meu bem morar
Mas ficou um palacete
Olha que cacete
Me acusam de roubar
Foi num ato bem secreto
Eu não tava por perto
foi o diretor mais os caras do senado
Mas deu tudo errado

Desviaram umas verbas dividi com todos
Os meus correligionários
Bando de salafrários
Não me defenderam

Quando a imprensa doida
Pos esse bocão  no trombone
Avisou os home
Da população
Todo mundo revoltado
Dizendo pra todo lado
Que só dá ladrão
Dentro dos três poderes

Se então souberem que ela é minha amante
Eu nego e peço desculpas à minha mulher
Ela sim é que me entende
Não vai nessa conversa da oposição
Que esse povo faz comigo
Sem ter prova não.
Hei de ir no supremo
Lá tem o Gilmar
Que pra banqueiro  e rico  ele dá liminar
E é tudo uma merda
Minha cara sei como eu vou livrar
Aí então é só dizer no relatório
Dane-se o povo e a opinião.

3 comentários:

Chica disse...

Muito legal de ler se não fosse verdade.Mas é sempre o povo que se dana!!!Eles??? acontecem e fazem!!!abração,chica

Toninhobira disse...

Pois é pobre de nós.E temos de rir desta miseria palaciana que nos esnoba e rouba.Mas ficou simplesmente uma feitura como diria minha mãe.Voce é um escritor de rara perfeiçao,com poder altissimo de humor.Fico sempre feliz por este contato,esta redescoberta.Um abraçao de paz,saude e luz.

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