sexta-feira, 4 de junho de 2010

AOS ANTIGOS AMIGOS IDEALISTAS

Primeiro fomos embalados. Uma grande onda de dimensões continentais passava querendo lavar os chãos da pátria e construir um novo passeio público. Emergiam sonhos, vontades que impulsionaram tantos para uma frente de combate. O sistema que nos oprimia continua oprimindo e agora muito mais, com armas menos visíveis, mas com poder de dilacerar tão potentes quanto muitas bombas de gás lacrimogêneo e paus de arara com efeitos nas células da alma. Agora sucumbimos a uma avalanche de desmerecimento, diante de uma minoria ruidosa, com seus cristais finos e carros luxuosos. A pergunta era: o que pode nos derrotar, lembram-se? Foi o descaso com o ideal, ou o abandono de princípios? Ou o dinheiro que governa o mundo? Terá sido a tentação do poder? À maioria silenciosa negamos a vez que tanto lutamos para dar.

4 comentários:

Chica disse...

Uma linda crônica que questiona e faz refletir!abração,chica

gorettiguerreira disse...

Cacá você diz da poética pena... linda e tão poética. Sabe que usei tinteiro e a pena é claro que a fina mesmo era a pena "pluma" com elegância rubricando as Crônicas de um corajoso Historiador tipo você Cacá.
Como eu amo o cheiro do papel antigo, o lado bom e artesanal que tinha ainda.
Paciência. Temos você com suas belas Crônicas.
Um beijo de carinho a você e aos seus nesse fim de semana amigo.
Goretti.

maria olimpia alves de melo disse...

José Claudio este seu texto é um canto daquele que sonhou e se decepcionou. O que foi que aconteceu? Onde estão os ideais pelos quais sempre lutamos?Onde estão aqueles homens e mulheres que tanto admiramos e que agora usam os mesmos estragemas que combatíamos para se manterem no controle do dinheiro e do poder? seríamos iguais a eles se tivessemos subido juntos?

Jaime Guimarães disse...

Cacá, dia desses eu assisti aquele programa de entrevistas, o RODA VIVA, e lá estava uma dupla de cartunistas - que eu não vou me recordar de seus nomes.

E também como minha memória continua fraca, um dos cartunistas ( ou seriam quadrinistas?) afirmou que hoje, diferentemente dos anos 60,70, não havia muito pelo o que lutar, pelo o que falar, protestar.

Fiquei espantado. Esses cartunistas devem estar na faixa etária dos 25 aos 30 anos ou um pouco mais. E já diz que esta geração "não tem pelo o que protestar"?

O excesso de informações talvez seja responsável por isso. Talvez: nunca antes na história da humanidade (ops!) tivemos tanto acesso à informação como agora. A questão: o que fazer com tudo isso?

Quem sabe a resposta seja isso: negar o que está em volta e se afundar numa redoma de plástico ou vidro, vendo as coisas bem a distância e sem reação nenhuma.

A não ser, é claro, grana. Grana, grana, grana!

Goethe já escreveu algo assim:"vivemos em função do ouro; pobres que somos!"

Um abraço!

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