domingo, 20 de junho de 2010

AEDO CIBERNÉTICO * - BOLERO DE RAVEL


É DE ARREPIAR ATÉ PEDRA.
__________________________________________________
Ravel compôs o seu bolero em 1928, com ele deu a volta ao mundo atuando como regente em concertos nos USA, Londres e em toda a Europa. Suas apresentações sempre lhe premiavam com uma acolhida triunfal.

Como tudo começou?


Em
1927 a dançarina Ida Rubinstein estava preparando um novo espetáculo e pediu a Ravel que orquestrasse algumas páginas do compositor Albeniz. Na verdade ela fizera este mesmo pedido a um outro músico e Ravel decidiu, então, compor uma obra nova e escolheu o bolero, atraído, pelo que tudo indica, pelo seu ritmo repetitivo e sua simplicidade melódica.

O “Bolero” é uma sutil mistura de folclore e de grande e genial inspiração.





Toda a peça consiste em dezoito compassos ao longo de uma folclórica melodia espanhola em rítmico de bolero, ininterruptamente repetida. É somente a instrumentação que numa contínua repetição se torna cada vez mais vigorosa, mais concentrada, aumentando também o volume correspondente.

Dentro desta simples orientação, a obra leva a cabo um incrível, persistente e crescente “suspense” que próximo ao final diligencia descarregar por intermédio de uma repentina, e de forma idêntica, rápida mudança de tonalidade, antes do real clímax ser atingido pelo vivo final.


É na verdade, um teste de habilidade para o regente que com a orquestra tem de manter uma poderosa e uniforme linha sem interrupção em toda a extensão da obra.


Ravel foi bastante ousado.


Tanto é que na primeira apresentação os próprios freqüentadores da Ópera também ficaram surpreendidos. Eram dezessete minutos de um longo e progressivo crescendo, a ponto de alguém da platéia exclamar; “é um louco!”. Segundo Ravel esta era a prova de que, pelo menos esta pessoa, havia compreendido sua obra.


Era noite de 22 de novembro de 1928 e este mesmo público, no entanto, assistira ao nascimento de uma das páginas mais célebres da literatura orquestral do século XX, uma obra que a princípio, nem mesmo Ravel acreditara.
(fonte: administradores.com.br/artigos)
________________________________________________________
 
* Na antiguidade, como a escrita era pouco desenvolvida, o AEDO cantava as histórias que iam passando de geração para geração, através da música. Depois, veio o seu assemelhado na idade média que era o trovador. Hoje, juntado tudo isso com a tecnologia, criei o AEDO CIBERNÉTICO.

6 comentários:

Chica disse...

Que maravilha , Zé! Quanta coisa eu não sabia sobre isso!abração,lindo domingo,chica

Elaine Barnes disse...

Jamais imaginei essa história,iso prova que quando ouvimos nossa alma e executamos o que ela emana sem questionamentos,ela flue com sucesso,pois ela sempre sabe tudo. Montão de bjs e abraços

Toninhobira disse...

Que coisa fenomenal amigo,que postagem mais linda e generosa,cultural,curiosa e ainda ao som.Voce ilustrou a manhã já quente de minha Salvador.Parabens sua capacidade de compartilhamento que lhe faz diferenciado.Ao som do Ravel um lindo domingo na paz e carinho da familia.Ficou magistral.

Fatinha disse...

Adoro essa música. Você chegou a ver Jorge Donn dançando o Bolero? Eu tive a felicidade de assistir ao vivo. Como um mimo para vc, segue o link: http://www.youtube.com/watch?v=Lnut9tB78BE&feature=related
Bjs
Paz
Fatinha

Celina disse...

Oi Cacá boa noite!Fiquei muito feliz com a indicação do meu blog para o selinho "The versatile blogger",por Maria.Parece-me que tenho que dizer 9 coisas sobre mim e indicar 9 blogs.O seu Blog esta entre os nove escolhidos por mim,se quiser pegue o selinho no meu BLOG.
Abraço carinhoso Celina

Web Statistics