quinta-feira, 10 de março de 2011

VIL METAL

Em 2008, o  Banco Central lançou uma moeda comemorativa dos 200 anos da chegada da família real ao Brasil. Devia se chamar metamorfose, eu cheguei a pensar. De mil-réis, passamos a cruzeiro, daí para cruzeiro novo, voltou a cruzeiro, cruzado, cruzado novo, URV, Real...Aonde vamos parar?  Apesar de ter sido uma edição limitada para colecionadores, a moeda com valor de 5,00 na face foi vendida a 108,00. Vejam só que coisa estranha. Que conversão é essa, ninguém sabe.

Tive um amigo que durante o período Sarney-Cruzado, Collor Cruzado Novo, Itamar-URV/real, passou a usar cartão para tudo, até mesmo o pãozinho. Ele tinha uma dificuldade danada com os números e sendo pão duro, ficava temeroso de ser passado para trás numa conversão e lhe serem tirados alguns zeros de suas notas ou moedas. Lembro de pagar uma conta na padaria para ele. O moço do caixa se recusava terminantemente a receber uns centavos de cruzados novos no cartão de crédito.

- Isso não paga nem o custo da máquina de processar a transação, moço.
- Azar o seu. É dinheiro como qualquer outro e vou levar o pão assim mesmo.
- Tá bom, você me paga depois.
- Não senhor, se voltar aqui vai ser a mesma coisa e vou acabar é acumulando dívida. Não gosto de fiado não.
Foi aí que entrei e paguei para evitar mais confusão.

Consegui um endereço na rede que tem as fotos das cédulas desde o império e pude constatar que não estou tão velho assim. A mudança de padrão monetário é que foi muito rápida por causa de inflações e inflações monstruosas. Meu salário já chegou a mais de 11 milhões de cruzeiros  mensais numa época e 6 milhões de cruzados em outra. E nem faz tanto tempo assim. Outro dia mesmo. Ah, se fosse hoje em reais...

Quem quiser conhecer ou matar a saudade, se é que dá alguma, clique ai embaixo e veja as cédulas. O barão, a abobrinha, etc,etc,etc. Coitados dos poetas...

13 comentários:

Beth/Lilás disse...

Oi, Cacá!
Nossa, parece que foi ontem tudo isso!
Eu me lembro bem de todas estas cédulas desde os anos 70 e na última conversão do Sarney então, quanta confusão e comerciante ignorante se aproveitando para ganhar em cima da gente.
Adorei o link e fiquei olhando aquelas notas que tantas vezes contei na carteira. Mas, as de hoje são bem bonitas, né!
Tô voltando do feriadão e desejando uma ótimo ano novo pra você e todos os amigos da blogosfera, porque parece que agora vamos começar realmente o ano.
abraço carioca

Sheilla Liz disse...

Oi Cacá! Que legal esse artigo, eu era nova ainda mas lembro da época de inflação galopante, era tudo tão diferente, a gente ganhava a mesada e ia correndo gastar tudo se não no outro dia o dinheiro virava pó, hehe. Bons tempos apesar de tudo...Hoje as coisas estão mais estabilizadas mas os problemas são outros.
Super abraço!

Morena disse...

Texto interessantíssimo, como sempre! =D

Como foi seu Carnaval, Cacá?

Um abraço!

chica disse...

E o gozado é saber que acompanhamos tuuuudo isso e estamos bem,rsrs...
Legal ver todas juntas! abração,chica

Misturação - Ana Karla disse...

A nossa moeda mudou bastante. Lembro bem.
E esse caso aí do Senhor na padaria, engraçado mais real.
Quando estou nos caixas, não dispenso nenhum centavo. Quero sempre o meu troco correto. Normalmente dá 5,98,,, sempre faço questão dos meus dois centavos.
Vou lá no site.
Xeros

Misturação - Ana Karla disse...

Voltei pra falar do slide.
Lembro da década de 70 pra cá.
Ainda tenho uns cruzeiros guardados aqui.
Xeros

pensandoemfamilia disse...

Se isso tivesse dado conta dos problemas,....
e como sempre as pessoas querendo tirar o seu proóprio proveito das situações.
Interssantes revê-las
Abços.

Sam disse...

meniiiiiino, como vc consegue me prender e ler e reler duzentas vezes a mesma coisa e fuçar aqui nos teus escritos.

Sempre tudo interessante, divertido e Cacá, cá entre nós.... vc merece muitas beijocas: Muah Muah Muah Muah.... rs

Te adoro, sabia?

Abraços, flores e estrelas...

Nilce disse...

Oi Cacá

É interessante ver as notas, mas lembrar o que passamos nem pensar.
Tínhamos um mercado e trabalhavámos toda noite mudando os preços.
O que vendíamos não dava para repor as mercadoria. Perdemos tanto.
Tempos muito difíceis.

Bjs no coração!

Nilce

Amapola disse...

Boa tarde, querido amigo Cacá.

Adorei essa matéria. Acho que esse "Barão" marcou a pior fase.
Entre todos os fracassos e inúmeros "pacotes", eu detesto a fase Sarney.

Ele, despreparado, caiu de pára-quedas para nos atazanar.

As calculadoras não comportavam tantos algarismos, e naquela de cortarem os zeros, andando com a vírgula, houve muita roubalheira.

Como assalariada, acompanhava atentamente o meu saldo do PIS (Programa de integração social), que na época, se eu o retirasse, dava para comprar um bom imóvel.

Nessa confusão que armaram, eles ficaram com 99% do capital do PIS de cada brasileiro.

À grosso modo, quando me aposentei, era para o saldo estar em torno de 150.000,00 (Cento e cinquenta mil), e resgatei 1.500,00 (Hum mil e quinhentos reais)

Acho estranho o trabalhador não ter se dado conta disso. Era caso até de uma ação coletiva.

Não sou à favor de confusão armada ou não, mas se o brasileiro se unisse para resgatar tanta apropriação indébita, esses políticos respeitariam mais, os nossos direitos.

Um grande abraço.
Desejo-lhe tudo de bom, junto à sua família.

Jaime Guimarães disse...

Cacá, você fica aí falando das nossas conversões monetárias e tudo...mas aposto que você foi um fiscal do Sarney! hahaha! Lembra? Havia até um adesivo "Eu sou fiscal do Sarney", quem diria!

Ah, mas hoje também o povo usa cartão pra tudo. Bendito cartão de débito e crédito! Dia desses vi, na fila do caixa da padaria, uma senhora pagando R$ 2 em pães no cartão! Só não sei dizer se parcelou em 4 x de R$0,50! rs

Abs!

Nuvembranca disse...

Eu guardo umas moedinhas bem antigas da minha mãezinha, linda postagem Cacá... Vou conhecer depois comento.

Renata Diniz disse...

Me fez lembrar meu pai, um colecionador de bonés, chaveiros, canetas e notas. Nas notas o detalhe é que cada uma delas tem o nome de uma mulher. Ainda bem que minha mãe não é ciumenta e acha graça! Abraços!

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