segunda-feira, 3 de maio de 2010

PRIMOS

Recebi um e-mail da Gabriela minha sobrinha num endereço que mantemos para o grupo familiar trocar mimos virtuais. Lavações de roupa suja também, de vez em quando. Criamos o grupo para fazer como a gente faz aqui, por exemplo, na blogsfera. Aproximar as pessoas. A família é muito grande e dispersada. Então esse é um mecanismo que nos mantém atualizados das coisas importantes do cotidiano de cada um e diminui bastante as ligações telefônicas. Os grandes e festivos encontros continuam a acontecer lá na sede, em Itabira, na casa principal da família junto ao patriarca, ou na casa de uma irmã, que por sinal é a mãe da Gabriela. As minhas sobrinhas, quinze meninas ao todo, tomaram a dianteira em relação aos meninos que também não são poucos – onze - e resolveram fazer um encontro de primas, marcado já para o próximo mês. Não sabemos ainda se se trata de um clube de luluzinhas. Deve ser um congresso para oficializar o inevitável domínio feminino no clã? Elas mantêm um doce mistério sobra a pauta da reunião. Apenas pediram que fossem servidas de acordo com o cardápio que elaboraram e mais não se sabe. De qualquer maneira, o que eu acho mesmo é que a iniciativa, seja que finalidade tiver, uma vez que para briga eu tenho certeza que não será., dá, de certa forma uma continuidade ao desejo da matriarca que disse antes de nos deixar ser um dos seus maiores sonhos nunca ter esse laço familiar desfeito. Os meninos vão dar o troco, tenho certeza e estimulo. Claro que eles também vão querer manter acesa a chama. E depois, quem sabe não se realize um tremendo encontrão de todos? Eu vou estimular também, meus irmãos e irmãs vão fazer o mesmo, não há dúvida.

Sinto uma alegria desmedida com essa ação e me pus a lembrar: eu tenho muitos primos, mas a convivência com eles é quase nula. Na infância, havia uns primos que moravam numa fazenda e a gente passava férias lá. Brincávamos juntos, aprendíamos com eles umas coisas do campo, ensinávamos umas da cidade e só. Muitos foram agregados em nossa casa. Vinham para estudar, vinham para refrescar os pais que tinham dificuldades de lidar com adolescências rebeldes, mas ficou só nisso. Na cidade também havia muitos. Paradoxalmente, no entanto, tínhamos menos convívio com eles do que com os da roça. Nunca tivemos afinidades a ponto de tornar a relação de parentesco em amizades ou de dar continuidade àquelas cumplicidades que há entre muitos primos e primas que a gente vê por aí. Uma ou outra exceção ainda permanece, mas nada que se compare ao que vejo hoje em minha família. Quase trinta meninos e meninas cuidando para manter uma tradição, já que os ascendentes estão envelhecendo. Estão tendo uma bonita e harmônica compreensão do ciclo da vida. E o mais caro e fundamental: a manutenção da estrutura familiar. Eu torço muito para que seja levada até as últimas gerações.

8 comentários:

Chica disse...

Acabei de ler e comentar por lá e achei maravilhosa! Temos que manter eses laços.abração,tudo de boml,chica

Gilson disse...

É bacana essa interação com a família, gostei da idéia. Interessante é que todas as famílias são iguais, só muda o endereço...rs.rs...

Abs

Celina disse...

OLÁ AMIGO, AGRADEÇO OS VOTOS DE CONDOLENCIA. LÍ O SEU POST AMEI GOSTO TUDO QUE SE REFERE A FAMILIA E O MARAVILHOSO É A QUAMTIDADE DE GAROTAS DEVE SER UMA ANIMAÇAÕ SÓ . UM ABRAÇO FRATERNO DE CELINA.

Jaime Guimarães disse...

Poxa, Cacá, que bacana essa ideia de manter um grupo virtual só para os familiares. Eu acho que é realmente uma excelente ideia.

Eu tenho, arrisco a dizer, centenas de primos espalhados por todo o mundo - não é exagero: um está no Japão, outro na Grécia, uma na Inglaterra e um bocado no Bahia, que é outro país...sem ofensa,please rs. Eu mantenho contato com poucos, muito poucos mesmo, infelizmente.

Sinto falta de alguns com quem convivi durante a infância. Sei de um primo querido que vem enfrentando dificuldades e lamento não poder estar mais próximo para poder ajudá-lo.

Família, às vezes demora pra compreendermos, é fundamental.

Um abraço!

Elaine Barnes disse...

Bacana Heim! Lembrou-me minha própria família que é grande. Tivemos uma bisavó que elavava notícias de um para o outro lá em Bauru. Ela uma espanhola alegre e muito amada. Quando morreu,uma prima tomou a iniciativa de juntar todo mundo uma vez por ano. Era uma farra! Violão, composições novas,muita comida e a geração das minhas filhas foram se vendo,se conhecendo por alguns anos. Senão,com certeza não criariam vínculos.Já faz alguns anos que pararam essa festa e eu solitária aqui em SP fico torcendo pra que voltem a acontecer,agora tem a geração do Davi já. rs...Montão de bjs e abraços amigo.Adorei seu post

Maria Emilia Xavier disse...

ADOREI, ADOREI,ADOREI...Vou começar uma guerra com a minha família para que nós tamb´em façamos algo semelhante. Linda postagem. Não esqueça da postagem no nosso blog, daqui a pouquinho vou precisar de material.
Beijão.

Miriam de Sales Oliveira disse...

Cacá,tb tenho uma família enoooorme,nos dois lados,mas,nos vemos pouco.Genial essa idéia de manter a família sempre em contato.Abração

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