quarta-feira, 8 de abril de 2009

AEDO CIBERNÉTICO - BOLERO DE RAVEL

É DE ARREPIAR ATÉ PEDRA.

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Ravel compôs o seu bolero em 1928, com ele deu a volta ao mundo atuando como regente em concertos nos USA, Londres e em toda a Europa. Suas apresentações sempre lhe premiavam com uma acolhida triunfal.

Como tudo começou?

Em 1927 a dançarina Ida Rubinstein estava preparando um novo espetáculo e pediu a Ravel que orquestrasse algumas páginas do compositor Albeniz. Na verdade ela fizera este mesmo pedido a um outro músico e Ravel decidiu, então, compor uma obra nova e escolheu o bolero, atraído, pelo que tudo indica, pelo seu ritmo repetitivo e sua simplicidade melódica.

O “Bolero” é uma sutil mistura de folclore e de grande e genial inspiração.


Toda a peça consiste em dezoito compassos ao longo de uma folclórica melodia espanhola em rítmico de bolero, ininterruptamente repetida. É somente a instrumentação que numa contínua repetição se torna cada vez mais vigorosa, mais concentrada, aumentando também o volume correspondente.

Dentro desta simples orientação, a obra leva a cabo um incrível, persistente e crescente “suspense” que próximo ao final diligencia descarregar por intermédio de uma repentina, e de forma idêntica, rápida mudança de tonalidade, antes do real clímax ser atingido pelo vivo final.

É na verdade, um teste de habilidade para o regente que com a orquestra tem de manter uma poderosa e uniforme linha sem interrupção em toda a extensão da obra.

Ravel foi bastante ousado.

Tanto é que na primeira apresentação os próprios freqüentadores da Ópera também ficaram surpreendidos. Eram dezessete minutos de um longo e progressivo crescendo, a ponto de alguém da platéia exclamar; “é um louco!”. Segundo Ravel esta era a prova de que, pelo menos esta pessoa, havia compreendido sua obra.

Era noite de 22 de novembro de 1928 e este mesmo público, no entanto, assistira ao nascimento de uma das páginas mais célebres da literatura orquestral do século XX, uma obra que a princípio, nem mesmo Ravel acreditara.

(fonte: administradores.com.br/artigos)

3 comentários:

Marcelo Cândido disse...

obrigado pelo seus comentários na minha página de textos do recanto das letras
abraços
tenho um blog tbem, dÊ uma passadinha lá!!!
bons pensamentos!

paulo adão disse...

O Bolero de Raval, na minha visão universal, imita o próprio movimento do universo, desde o Big Bang, num crescendo. Será que ele pensou nessa grandeza ? Tenho pensado muito dos nossos mais diminutos aos maiores movimentos e toda a nossa caótica organização imitam também o universo. Tenho verdadeiras visões comparativas. Será Loucura ?

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