domingo, 11 de outubro de 2009

SATISFAÇÃO HUMANA

AVISO


Se você é dessas pessoas que andam com o espírito armado com armas de fogo pelas ventas, melhor não ler. O texto abaixo não tem embasamento técnico científico. Até foi tentada uma metodologia que conferisse uma lógica racional aos resultados, mas como não inventaram ainda uma ciência que dê jeito definitivo na angústia humana, na carência e no vazio existencial, vamos nos ajeitando com o que temos. Se nem o dinheiro conseguiu, não sei o que mais vamos ter pela frente em busca da tão decantada felicidade em prosa, verso e outros xingamentos impublicáveis. É uma brincadeira, portanto - o que não impede os leitores de proferirem todos os impropérios que quiserem contra o autor (só peço para preservarem a minha mãezinha, cuja memória guardo profundo respeito).

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Esse índice que acabo de criar não tem objetivo de concorrência. O IDH - Índice de Desenvolvimento Humano, da ONU - pode continuar com sua falsa perspectiva de horizontalização da humanidade, onde tudo é medido tendo como referência termos econômicos. O IDH não leva em conta o desenvolvimento psíquico tão necessário para se atingir um degrauzinho na escala econômica. Se bastassem educação, saúde e medidas sanitárias, a Noruega, a Dinamarca e outros modelos de desenvolvimento, as pessoas de lá eram felizes para sempre.


Também pudera, cá debaixo da linha do equador, a coisa é tão precária que o acesso ao mínimo necessário para a sobrevivência já é considerado como uma ascensão social, uma mobilidade lenta e gradual de camada na pirâmide. E ficamos todos lutando feito loucos para ir da classe E para D, para C, para B, até chegar ao paraíso que é a classe A. O que jamais ocorrerá pois se assim for, seremos socialistas e não mais capitalistas. Já pensou? Quem vai trabalhar para quem se todo mundo for classe A? Portanto, é preciso viver. Enquanto isso, vou propondo o uso do INDICE DE SOFRIMENTO HUMANO, ISH, que, na verdade visa medir e dar indicadores aos portadores desse mal para que possam tomar medidas preventivas ou corretivas no seu dia a dia e pararem de se preocupar com coisas, digamos, menos importantes, do tipo: “que ódio, a manicure pintou meu pé de uma cor e a mão de outra ( minha mulher acaba de chegar bufando em casa). Então, amigos leitores que me acompanham com uma certa regularidade, continuem acompanhando com a mesma regularidade . Vou começar a publicar aqueles itens que provocam tanto sofrimento e dor, mas que se bem analisados, poderiam ser substituídos , por exemplo, por uma visita a uma creche ou a um asilo onde vivem precisando de voluntários e doação (não só material, mas também de generosidade humana).


Nas próximas estatísticas vou relatar casos como o da senhora furiosa porque sua cachorra queria colo a qualquer custo. Indo à padaria, passei por elas. Ela a colocou no chão e o bichinho ficou fazendo pirraça, estacado na rua querendo subir em suas pernas.

– Sofia, mamãe não pode agora! Estou tão cansada! Você precisa andar!

Não resistiu aos apelos da Sofia, emburrou a cara e a pegou novamente:

- Credo, Sofia, como você é mimada...

O ISH não possui escala de intensidade feito o IDH. “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é.” (obrigado, Caetano).

Calcule a intensidade de seu próprio sofrimento desnecessário.


ARCANJO ISABELITO SALUSTIANO

3 comentários:

Thomaz Ribeiro disse...

Olha, eu acho que você está perdendo tempo, você já devia ter montado um consultório. Nem Freud foi tão longe em matéria de dissecação da alma humana, como você está fazendo agora. Realmente, falta um índice que dê a dimensão do sofrimento. As entidades responsáveis pelo bem-estar humano estão perdendo um grande colaborador. Agora falando sério, é justamente por estar procurando migalhas, evoluindo no sentido inverso da história que a humanidade está do jeito que está. Parabens por mais esse lampejo que você nos dá na escuriddão de nossas vidas.

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