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segunda-feira, 3 de outubro de 2011

LER NÃO CAUSA L.E.R.* - Bonequinha de Luxo

imagem google

UMA VÍRGULA JÁ PODE COMPLICAR IMAGINE A FALTA DE DUAS...

Li num jornal de papel que o filme Bonequinha de Luxo, baseado em livro de mesmo nome do autor Truman Capote está completando 50 anos.  O filme foi estrelado pela bela Aldrey Hepburn. O autor do livro inicialmente queria Marilyn Monroe mas o diretor do filme acabou optando por Aldrey. Uns dizem que esse filme inaugurou a figura da garota de programa, outros que ele é o precursor da mulher moderna, tal como a conhecemos hoje, livre, leve e solta. Muitas delas, efetivamente, outras tantas em sonho e luta.

O termo garota de programa não passa de um eufemismo para prostituta de luxo e particularmente acho um desmerecimento muito grande associar isso à mulher moderna, à luta tão grande empreendida por mulheres daquela época contra todas as opressões que culminaram com um mundo que ainda caminha para ser menos cruel com elas.

O livro do qual quero falar não é o que dá nome ao filme mas o que foi lançado agora em comemoração ao cinquentanário do primeiro. É o Quinta Avenida, 5 da Manhã, de Sam Wasson, sobre os bastidores do filme, de uma moda nova e de uma mulher libertária nos Estados Unidos na década de 1960. Vale a pena pelo panorama histórico ou para quem gosta de acompanhar a evolução dos modismos, que nos permite um bom apanhado das transformações sociais ao longo do tempo, tendo como parâmetro a atualidade.

Agora, cruel mesmo foi o produtor da matéria do jornal em questão que fez uma chamada destacada na página ao lado da foto da atriz caracterizando-a, sem as vírgulas nos lugares que deveria: “era única excepcional extremamente charmosa, elegante, talentosa.” Sei que foi um erro de ortografia, mas se a gente não ler a reportagem inteira pode parecer que é uma discriminação e um preconceito terríveis.

Fonte, jornal hoje em dia 11/09/11
* L.E.R. - Lesão Por Esforço Repetitivo

sábado, 19 de março de 2011

MEU PRIMEIRO LIVRO DE CRÔNICAS

Eu tive uma semana, um mês talvez de muita notícia perrengue, contratempos e também chega uma hora que não dá para ficar só lamentando, pois a divisão de coisa boa e ruim foi sempre muito bem balanceada na minha vida. Uma hora depois que o médico me ligou para dizer que a minha hérnia de disco ganhou uma companheira (passei para duas) a editora mandou me dizer que meu segundo livro está pronto, finalmente. É o meu primeiro livro de crônicas, da série que pretendo lançar ainda este ano (já tenho mais dois em fase de revisão).
O ARCANJO  é um personagem que eu criei faz já um tempinho e ele fica por ai bisbilhotando a vida e as coisas alheias, não com o intuito de fazer fofoca gratuita, mas é um observador do cotidiano que gosta de dar suas impressões com jeito de filósofo ruão. Tem mais outras crônicas engraçadas e que dão o que pensar também. É uma alegria sem medida mais esse filho que vem completar as minhas buscas constantes para alimentar meu espírito escrevendo. No lado direito da página há a capa e contra capa e clicando nela vai dar direto no site da editora , caso alguém queira me dar a honra em adquirí-lo para ler. Meu  muito obrigado, paz e bem.

domingo, 13 de março de 2011

ABELHAS SEM TETO


Atenção apreciadores de todos os gêneros literários: a crônica está em alta. Ela, que por muito tempo foi considerada pela crítica como gênero de menor fôlego e importância tem crescido em quantidade e qualidade, e o que é melhor ainda, em adeptos. Nesses tempos de correria, é ela que vem ocupando mais espaço. A possibilidade de fazer um pequeno panorama de grandes coisas do cotidiano em uma síntese bem elaborada agrada a quem tem pouco tempo e pouca disposição de ler grandes volumes.  Agrada também a quem tem tempo e disposição para ler. Agrada ainda quem está começando a se familiarizar com o mundo da leitura. Só não agrada mesmo aos analfabetos, aqueles definidos assim pelo Mário Quintana: “os que sabem ler e não lêem.” A crônica não está disputando lugar de ponta na literatura, é bom que se diga. Afinal, literatura é literatura e tem lugar para todo mundo.

PARA GOSTAR DE LER é o nome de uma coleção antiga que reuniu muitos dos nossos grandes escritores com crônicas que tiravam do cotidiano mais comezinho, com seus talentos nada comezinhos, o despertar na gente do gosto pela leitura. São mais de 13 livros que eu acompanhei durante parte da minha vida e eles reforçaram muito em mim o prazer pela leitura. Eis que esse é o fino atrativo da crônica: falar das cidades, da roça e claro das gentes que transitam e habitam, amam, brigam, xingam, se emocionam, os marginalizados, os alegres, os doentes e os saudáveis, os metidos e os “gente boa” da forma mais normal do mundo, seja com humor ou crítica que nos leva à pensar, porém de um ângulo que ninguém teve a percepção de descrever. A própria sinopse do primeiro livro desta coleção dizia que crônica é um texto tão gostoso de ler que dá na gente vontade de escrever.

Eu acho que ela deveria retornar com novos autores. E o livro da Vany Grizante deveria constar desta coleção. O que está no livro ABELHAS SEM TETO sou eu, é você, somos nós todos os dias e em todos os lugares e situações. Com o detalhe da marca do talento da autora que possui uma capacidade de síntese imensurável que não deixa o texto ficar devendo a gente explicações e nem sobra enchimentos desnecessários. É uma porção de prazer parecida com uma descarga de adrenalina bem dosada na hora que a gente passa por um estímulo mental daqueles bem gostosos. A população não parou de crescer e carece muito de ler autores brasileiros, principalmente. Não é bairrismo nem nacionalismo. É identidade nossa com as nossas coisas. Duplo prazer e serventia.  A minha indicação do livro é exatamente por despertar em nós esses dois prazeres tão elevados.

ABELHAS SEM TETO E OUTRAS CRÔNICAS
VANY GRIZANTE
ED. ALL PRINT – 2010

sexta-feira, 11 de março de 2011

NO PRINCÍPIO ERA O "O"

            Dizem que Deus povoou a terra primeiro com os homens do sangue tipo “O” para que se alimentassem de outros serem feitos também de carne, porém menos espertos. Ai o homem os caçava e comia. Tinha plantas também mas o homem não entendia nada de seu cultivo ainda. Só comia aquilo que se movimentava. Ai, ele corria atrás e aproveitava para fazer uns exercícios físicos e ficar mais forte e com mais fome. Os vegetais só entraram no seu cardápio depois que  ele se tornou sedentário. Por isso as dietas para emagrecer são repletas de verde. E assim foram aparecendo os outros tipos sanguíneos. Quer dizer Deus criou o “O” e depois veio o resto. Por outro lado foi até bom. Passou a ajudar na digestão. As fibras contidas nas plantas são uma boa combinação. Eu não como um churrasquinho sem que seja acompanhado de uma  salada. Êta sangue bom!
            Para quem quiser ver mais sobre essa curiosidade, o livro está no site abaixo:
Clique e veja as características e a dieta para cada tipo de sangue.

sábado, 23 de outubro de 2010

RASCUNHOS




Pessoa falou em Desassosego. Yasmine em Rascunhos. Inquietações em ambos podem ser postas em poesia, anotações, filosofia, mas são inquietações. Ela fala em imperfeições. É a imperfeita que mais dá vontade na gente de seguir sua trilha. E o amor nela é a única coisa que corre linearmente. Seja em espelhos de alma, seja em dores, seja em alegria, seja com raiva do mundo, seja amando mesmo o outro. Amor linear amaina as inquietações todas. Senão as dela, as nossas enquanto leitores. Coloquei o Rascunho em minha cabeceira junto com o Livro do Desassossego. Agora tenho um contraponto nos meus desassossegos quando os alterno com o RASCUNHOS da Yasmine.


RASCUNHOS
Yasmine Lemos

Site da Yasmine: AQUI
Blog da Yasmine: AQUI

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

VIAGENS E DELÍRIOS




Você já imaginou combinar uma dose de erudição com um jogo de cintura tipicamente brasileiro? Mais ainda, tipicamente carioca? Ler a obra de Jorge Luis é trafegar por estes férteis e prazerosos caminhos. Férteis pelo profundo assentamento histórico sociológico e psicológico do perfil das histórias e personagens. E prazerosos pela relaxante e bem humorada harmonia que ele consegue fazer do sério com do irônico. A impressão que se tem é que a realidade é historiografada, mas quase sempre é uma ficção, pois ele usa como poucos este recurso literário que deixa a imaginação (ou a pesquisa) do leitor determinar os limites entre o ficcional e o caso verídico.  Tanto na prosa como na poesia, pois é assim a divisão do seu  VIAGENS E DELÍRIOS. Metade composta de pequenos contos e a outra metade de poesia cristalina e leve como uma água que tem sabor quando é pura e estamos sedentos.

Livro: VIAGENS E DELÍRIOS
Autor: Jorge Luis da Silva Alves
Sobre o autor:blog Gato Vadio

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