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UMA VÍRGULA JÁ PODE COMPLICAR
IMAGINE A FALTA DE DUAS...
Li num jornal de papel que o
filme Bonequinha de Luxo, baseado em livro de mesmo nome do autor Truman Capote
está completando 50 anos. O filme foi
estrelado pela bela Aldrey Hepburn. O autor do livro inicialmente queria
Marilyn Monroe mas o diretor do filme acabou optando por Aldrey. Uns dizem que
esse filme inaugurou a figura da garota de programa, outros que ele é o
precursor da mulher moderna, tal como a conhecemos hoje, livre, leve e solta.
Muitas delas, efetivamente, outras tantas em sonho e luta.
O termo garota de programa não
passa de um eufemismo para prostituta de luxo e particularmente acho um
desmerecimento muito grande associar isso à mulher moderna, à luta tão grande
empreendida por mulheres daquela época contra todas as opressões que culminaram
com um mundo que ainda caminha para ser menos cruel com elas.
O livro do qual quero falar não é
o que dá nome ao filme mas o que foi lançado agora em comemoração ao
cinquentanário do primeiro. É o Quinta Avenida, 5 da Manhã, de Sam Wasson,
sobre os bastidores do filme, de uma moda nova e de uma mulher libertária nos
Estados Unidos na década de 1960. Vale a pena pelo panorama histórico ou para
quem gosta de acompanhar a evolução dos modismos, que nos permite um bom
apanhado das transformações sociais ao longo do tempo, tendo como parâmetro a
atualidade.
Agora, cruel mesmo foi o produtor
da matéria do jornal em questão que fez uma chamada destacada na página ao lado
da foto da atriz caracterizando-a, sem as vírgulas nos lugares que deveria:
“era única excepcional extremamente charmosa, elegante, talentosa.” Sei que foi
um erro de ortografia, mas se a gente não ler a reportagem inteira pode parecer
que é uma discriminação e um preconceito terríveis.
Fonte, jornal hoje em dia 11/09/11
* L.E.R. - Lesão Por Esforço Repetitivo
* L.E.R. - Lesão Por Esforço Repetitivo




