Eu acho que foi sob as bênçãos de Drummond e Guimarães Rosa que aconteceu o lançamento do meu segundo livro no dia 31 de agosto. O Émerson, gerente da Livraria Leitura que me abriu as portas é natural e Cordisburgo, cidade do Guimarães e eu de Itabira, terra do Drummond.
De um pedacinho dos céus de cada uma dessas cidades eles mandaram suas energias para BH e foi um sucesso que me deixou numa alegria incontida. Muitos familiares e amigos e muita gente nova lá esteve. A todos a minha gratidão entusiasmada e irrestrita.
Aqui, o álbum
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terça-feira, 6 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
CONVITE - LANÇAMENTO
“Amanhã será um lindo dia
Da mais louca alegria
Que se possa imaginar...”
(Amanhã-Guilherme Arantes)
Terei uma imensa alegria em receber aqueles que puderem comparecer.
A música é só para enfeitar esse momento de alegria
quinta-feira, 4 de agosto de 2011
MENTES PERIGOSAS OU INJUSTIÇA?
| imagem DAQUI: |
O aluno de uma universidade matou o professor pelo fato de ter recebido uma nota muito baixa em um trabalho escolar. Depois, pegou a sua moto e foi embora. Preso no outro dia, seus advogados alegaram uma doença mental. Isso se deu em dezembro do ano passado. Agora julgado, ele foi absolvido da cadeia comum e foi determinado que passe os próximos três anos internado em um hospital psiquiátrico. O juiz aceitou a tese da defesa de transtorno mental. Eu li a notícia e o que me chamou a atenção mais do que o fato, foram os comentários. Não que eu não tenha sentido uma pontada de frustração com esse resultado, mas afinal, estão lá os laudos médicos e o que a gente sempre quer acreditar é que eles são feitos depois de exames e análise psíquicas criteriosas e do mais elevado nível, além desprovidos de quaisquer influências monetárias. A atenção aos comentários é pelo hábito que tenho de bisbilhotar a média do pensamento dos brasileiros diante de tragédias, catástrofes, violências, escândalos, enfim, do nosso agitadíssimo cotidiano nacional e internacional.
O senso de justiça geralmente é muito evidente, porém os métodos para que ela seja exercida é que variam entre vingança, linchamento, piedade, raiva, desânimo e conformismo. No calor da leitura, quando o sangue começa a quase ferver nas veias e a pessoa resolve comentar naquele momento, imagino que se ela estivesse presente na hora em que o crime aconteceu, resolveria ali mesmo, haveria revide imediato, numa defesa meio instintiva que ocorre diante de um ato brutal e covarde em meio a uma multidão ensandecida pelo medo ou pela revolta.
Outras condescendências mostram ou o caráter “civilizado” dos comentaristas, provavelmente conhecedores dos códigos de leis e das condutas dos membros da justiça, ou o total desânimo com tudo. Estas são contestadas numa fúria quase irracional pelos defensores do outro lado, os que se sentiram de alguma forma “descontemplados” pela decisão da justiça. Mas na maioria (quase 80%) funciona mais ou menos o olho por olho, dente por dente. Depois que eu assisti por mais de uma vez as “endoidadas daquela promotora lá de Brasília (aqui), meu ceticismo aumentou ainda mais com relação a este tipo de álibi.
domingo, 13 de março de 2011
ABELHAS SEM TETO
Atenção apreciadores de todos os gêneros literários: a crônica está em alta. Ela, que por muito tempo foi considerada pela crítica como gênero de menor fôlego e importância tem crescido em quantidade e qualidade, e o que é melhor ainda, em adeptos. Nesses tempos de correria, é ela que vem ocupando mais espaço. A possibilidade de fazer um pequeno panorama de grandes coisas do cotidiano em uma síntese bem elaborada agrada a quem tem pouco tempo e pouca disposição de ler grandes volumes. Agrada também a quem tem tempo e disposição para ler. Agrada ainda quem está começando a se familiarizar com o mundo da leitura. Só não agrada mesmo aos analfabetos, aqueles definidos assim pelo Mário Quintana: “os que sabem ler e não lêem.” A crônica não está disputando lugar de ponta na literatura, é bom que se diga. Afinal, literatura é literatura e tem lugar para todo mundo.
PARA GOSTAR DE LER é o nome de uma coleção antiga que reuniu muitos dos nossos grandes escritores com crônicas que tiravam do cotidiano mais comezinho, com seus talentos nada comezinhos, o despertar na gente do gosto pela leitura. São mais de 13 livros que eu acompanhei durante parte da minha vida e eles reforçaram muito em mim o prazer pela leitura. Eis que esse é o fino atrativo da crônica: falar das cidades, da roça e claro das gentes que transitam e habitam, amam, brigam, xingam, se emocionam, os marginalizados, os alegres, os doentes e os saudáveis, os metidos e os “gente boa” da forma mais normal do mundo, seja com humor ou crítica que nos leva à pensar, porém de um ângulo que ninguém teve a percepção de descrever. A própria sinopse do primeiro livro desta coleção dizia que crônica é um texto tão gostoso de ler que dá na gente vontade de escrever.
Eu acho que ela deveria retornar com novos autores. E o livro da Vany Grizante deveria constar desta coleção. O que está no livro ABELHAS SEM TETO sou eu, é você, somos nós todos os dias e em todos os lugares e situações. Com o detalhe da marca do talento da autora que possui uma capacidade de síntese imensurável que não deixa o texto ficar devendo a gente explicações e nem sobra enchimentos desnecessários. É uma porção de prazer parecida com uma descarga de adrenalina bem dosada na hora que a gente passa por um estímulo mental daqueles bem gostosos. A população não parou de crescer e carece muito de ler autores brasileiros, principalmente. Não é bairrismo nem nacionalismo. É identidade nossa com as nossas coisas. Duplo prazer e serventia. A minha indicação do livro é exatamente por despertar em nós esses dois prazeres tão elevados.
ABELHAS SEM TETO E OUTRAS CRÔNICAS
VANY GRIZANTE
ED. ALL PRINT – 2010
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