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quinta-feira, 20 de outubro de 2011

O POETA

UMA SINGELA HOMENAGEM AOS POETAS PELO SEU DIA

O poeta: vejamos o caso dos poetas: eles são uns nefelibatas, uns sibaritas, uns doidivanas da melhor qualidade. Escritores e construtores de sonhos, demolidores de ilusões, fazedores de magia, apanágios, mezinhas e muitos outros adjetivos da mais alta recomendação. E mais, tem o seu próprio dia, além do dia da poesia.

Já ouviu dizer que tem dia da prosa, da redação, da dissertação, do romance ou da ficção? Pois é. Um brinde e desculpem a brincadeira. Foi o que me ocorreu para homenagear a quem encanta o mundo com a palavra. Parabéns amplos, gerais e irrestritos a todos os que alinhavam a palavra, transformando-a em alimento para a alma, diversão e versos de encanto.



Não, não foi o vendedor de cartões que inventou o dia
Tampouco o vendedor de flores, nem de chocolates
 Não foram os negociantes
Como fizeram com os outros,
o das mães, dos namorados, dos pais
Foi o poeta que inventou a poesia
E com ela reinventou os dias
Para mais ou menos alegria
Para deleite, sussurros, nostalgia.





PS: DESCULPEM A AUSÊNCIA PROLONGADA. SÃO OSSOS DE OUTROS OFÍCIOS. VOLTO JÁ, JÁ.  ABRAÇOS. PAZ E BEM.


sábado, 2 de julho de 2011

FORNINHO DE PROSA E POESIA

Fantasio que imaginação é reação química.
Elos de moléculas que vão se ajuntando,
desmanchando umas palavras concretas,
construindo outras, díspares, tortas,
desencontradas a uma primeira vista
de quem não põe os olhos além da coisa em si.

Porque imaginação só vira arte
quando sai do seu habitat.
Então, ponho olho como cimento,
o coração entra pulsando em jorros feito água
e grossa como areia, a razão vai tentando amalgamar.
Tem hora que dá uma massa amorfa
tem hora que dá boa prosa.

Imagino uma outra química para alimento.
Aí, tiro leite das pedras.
Uso os mesmos ferramentais humanos.
O olho entra como o grão de uma farinha qualquer.
A razão a procurar víscido que dê liga,
já sem a fricção de areia .
Sensível como ovos, coração tudo fermenta.

Ajeito formalmente no forninho da concepção
E depois de um tempinho em estado de supinação
Provo o gosto com a alma faminta
Pra ver se o resultado foi poesia.

domingo, 12 de junho de 2011

PARA SER FELIZ

A POESIA DE PAULO ADÃO

PARA SER FELIZ

Se não tens medo
de quem ama o absurdo
e desafia o impossível
então serás mais feliz que os outros

Se tua arma
é só o teu coração, prepara-te!
O amor dissolve no rio das verdades
e escorre pelas corredeiras. Protege-o!

Existe um perigo ainda:
as trevas da incompreensão
uma mata densa
para atravessar às escuras

Nos caminhos te enganarão
dirão que é insensatez ir
Confia em teu instinto
na hora das pistas falsas

Atravessas para o outro lado
mas há um último cuidado:
deves preservar quase tudo de ti
para o amor não se ressentir.
______________________________
AGRADEÇO A TERNURA E O CARINHO DE TODOS QUE SE SOLIDARIZARAM COM ESSE MOMENTO TÃO DOÍDO.   MUITO OBRIGADO A TODOS , AS PALAVRAS DEIXADAS NOS COMENTÁRIOS FORAM UM BÁLSAMO PARA MIM E PARA TODA A MINHA FAMÍLIA.
+ 24/02/1959  /  06/06/2011

sábado, 11 de junho de 2011

BANIMENTO

A POESIA DE PAULO ADÃO



BANIMENTO


Cá nesta terra estou
sem amores que deixei eu longe
se a morte ainda me não levou
fico à sorte, a vida tange


A vagar nesta terra banido
já a solidão é menos companheira, mais taciturna
lá não posso regressar cedo, combalido
cá serei hospedeiro se uma amargura diuturna


Nesses dias de natureza morta
deita o pranto, a dor rotura
tanto menos a vida importa, quanto mais se abre a fissura


Que me conta a brisa crepúscula
qual não saiba de cor o enredo:
o dia findo é porciúncula dessa vida arremedo


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AGRADEÇO A TERNURA E O CARINHO DE TODOS QUE SE SOLIDARIZARAM COM ESSE MOMENTO TÃO DOÍDO.   MUITO OBRIGADO A TODOS , AS PALAVRAS DEIXADAS NOS COMENTÁRIOS FORAM UM BÁLSAMO PARA MIM E PARA TODA A MINHA FAMÍLIA. NOS PRÓXIMOS DIAS PRESTO AQUI UMA HOMENAGEM AO MEU TÃO QUERIDO E ESPECIAL IRMÃO COM A POESIA DELE MESMO.
+ 24/02/1959  /  06/06/2011

sexta-feira, 10 de junho de 2011

MEZINHA

A POESIA DE PAULO ADÃO



MEZINHA

Os versos são para mim analgésicos
se sinto uma dor
uma dor que sinto esquisita
assim, de repente, aflita
sem hora para doer essa dor

Uso sempre a mesma receita
tinta, papel, palavras, rima, tema
como chá de ervas, mezinha
começo a tomar, linha por linha
a dor vira verso, estrofe, poema

Noites há, com esse mal
que passo em insônia sofrida
arrastando pela casa versos sem sal
E a minha cabeça aturdida
pelo torpor dessa dor

Se expulso essa dor no papel
alívio o meu corpo e durmo
mas durmo em vigília !
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AGRADEÇO A TERNURA E O CARINHO DE TODOS QUE SE SOLIDARIZARAM COM ESSE MOMENTO TÃO DOÍDO.   MUITO OBRIGADO A TODOS , AS PALAVRAS DEIXADAS NOS COMENTÁRIOS FORAM UM BÁLSAMO PARA MIM E PARA TODA A MINHA FAMÍLIA. NOS PRÓXIMOS DIAS PRESTO AQUI UMA HOMENAGEM AO MEU TÃO QUERIDO E ESPECIAL IRMÃO COM A POESIA DELE MESMO.
+ 24/02/1959  /  06/06/2011 




quinta-feira, 9 de junho de 2011

DE VOLTA

A POESIA DE PAULO ADÃO


AGRADEÇO A TERNURA E O CARINHO DE TODOS QUE SE SOLIDARIZARAM COM ESSE MOMENTO TÃO DOÍDO.   MUITO OBRIGADO A TODOS , AS PALAVRAS DEIXADAS NOS COMENTÁRIOS FORAM UM BÁLSAMO PARA MIM E PARA TODA A MINHA FAMÍLIA. NOS PRÓXIMOS DIAS PRESTO AQUI UMA HOMENAGEM AO MEU TÃO QUERIDO E ESPECIAL IRMÃO COM A POESIA DELE MESMO.
+ 24/02/1959  /  06/06/2011



De volta

Boa noite palavras
versos, idéias, pensamentos
regresso para sua intimidade

Havia fugido para o trivial
Escorregando, afoguei-me no vazio
no poço das futilidades

Escapei, já quase idiota
desse lamaçal às canelas
ainda tenho sujos os pés

Vim redimir-me nesse retorno
pedir a benção dos vocábulos
banhar-me novamente em versos
lambuzar as mãos da tinta
implorar a companhia da solidão

Cá estou!
Acolhe-me mundo abstrato
dimensão de presságios e contemplações
que sou teu.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

A POESIA DE PAULO ADÃO

AGRADEÇO A TERNURA E O CARINHO DE TODOS QUE SE SOLIDARIZARAM COM ESSE MOMENTO TÃO DOÍDO.   MUITO OBRIGADO A TODOS , AS PALAVRAS DEIXADAS NOS COMENTÁRIOS FORAM UM BÁLSAMO PARA MIM E PARA TODA A MINHA FAMÍLIA. NOS PRÓXIMOS DIAS PRESTO AQUI UMA HOMENAGEM AO MEU TÃO QUERIDO E ESPECIAL IRMÃO COM A POESIA DELE MESMO.
+ 24/02/1959  /  06/06/2011

CRONOLOGIA DE UMA PAIXÃO
 
Prólogo:

Corações vazios sem paixão
são fúteis, leves
travesseiros de penas
nada mais

Do contrário não, porque o amor não é leve, frugal
pesa feito chumbo no peito
o corpo o arrasta como corrente
atada ao pé de um condenado

Mas não é mau
estorvo
incomoda
por bem

horas antes:

Dois corações vazios se atraem
não é lei física. É emocional
também fecundam-se
procriação sentimental

O feto da paixão se avoluma
a cada compasso do coração
a gestação dos grávidos é aflita

Sintomas da realidade prenhe:
aos encontros e pensamentos
narinas expirando fortes suspiros
olhos faiscando centelhas de ansiedade e ternura

o parto:

A paixão foi súbida
a parição deu-se num beijo
comemoraram. Dançaram
suaram muito

O amor chegou inconfesso
mas não veio parvo
surgiu  de tal maneira grande
que tomou todo o espaço à volta
fez seu templo ali

O lugar era parco
o amor incontido
por isso sairam para o tempo
único lugar cabível


minutos depois:

Passaram inenarráveis
aos olhares de brilho mágico
à troca de energias
grandes descargas pelas mãos e lábios


Tal era o clarão das auras
que quem está nessa dimensão
vizinha dos que não amam
pode vê-los cintilar todo o éter

 primeiras palavras:

inoportunas, inúteis, injustificáveis e doces
a paixão devora as palavras como sanduiches
o silêncio é mais eloquente

confissão:

Ridícula como são os amantes
embaraçosa, mas emocionante
Paixão inconfessada fica pagã
vaga pelo limbo dos amores perdidos

encontros:

Clandestinos, todos!
a paixão era proibida e virou mércia
ficou madura demais
para a virgindade que tivessem
neste ato o amor penetrou por todos os orifícios

Apenas as paredes escutaram
os sussurros dos coitos galopantes
e os espelhos viram
a nudez linda dos corpos

Epílogo:

Já está no fim a história
mas o amor não cessa
uma vez a luz (deles) clareou o firmamento
mais claro que a aurora e viram o eterno

Então souberam
que o eterno
é a medida da intensidade
do seu amor

(PAULO ADÃO)

sábado, 30 de abril de 2011

POEMA CANINO

 A NOTÍCIA


Plano de saúde "bom pra cachorro"

 


Coração de mãe sempre cabe mais um, nem que seja um animalzinho.

Miriam sabe bem o que é isso. Ela que já cuidou dos três filhos agora também divide o seu carinho com a cocker Mel, além de Rick, da raça golden.



Quando o caçula chegou em casa, a "filha" mais velha já havia sofrido um acidente grave que resultou em um edema e teve que ir às pressas ao hospital veterinário. Chegando lá, ela teve problemas com os pontos arrebentados e recebeu todos os cuidados necessários, para o alívio de Miriam. Se a dona de casa arcasse com todas as despesas médicas teria que desembolsar cerca de quatro mil reais. "Mas não tive custo algum, pois tinha um plano de saúde que cobriu tudo. Foi a minha salvação", conta.

O pequeno Rick também tinha o seu próprio plano. Logo de cara, o filhote precisou receber três doses de vacina anti-rábica, equivalente a 210 reais... LEIA O RESTO AQUI: 


O POEMA

Disse a senhora:

- Credo em cruz

arranjei um plano de saúde

livrei meu cão do SUS



- Se adota é como filho

não importa se é gente

Cachorro é da família

e negar dá quizilia.



Se quiser ser diferente

como era antigamente

lhe acusam de maus tratos



Pague tudo, médico, dentista

banho, tosa, até oculista

Tem  ainda adestramento

 só falta ensinar a falar



Ainda vão inventar

um fonoaudiólogo para latidos

E se não derem ouvidos

terá também um PROCÃO

pois procon é para cidadão,

é para gente enganada

Mas, cachorro, qual nada!

o dono arruma confusão



Imagina a classe de um cão

com plano de saúde

coleirinha de brilhante e roupa de festa

sendo ludibriado, o dono detesta

o cão late, morte, protesta.



E o povo segue amiúde

fazendo valer a raça 

E a canina fidelidade

não é mais coisa do animal

É do povo insano

transformando em humano.

Cão e gato,  que barbaridade!



E se tem alguém que titubeia

pergunte àquele ex-ministro

- Cachorro é como gente

Dizia ele sinistro

- Tem sangue humano na veia



Agora só falta mais uma

a última ação em prol

dessa reviravolta, esse arrebol:

É deixar uma herança

em testamento, uma poupança

pra quando partir o dono

o bicho não viver em abandono

que nem vive nas ruas

tanto  idoso, tanta criança.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

SER POETA

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digitalizado de meu arquivo pessoal

Para Beth Adão, minha irmã, Com carinho
 
Um dia, ainda rapaz de adolescência no semblante
eu cismei que podia ser poeta
Precisão de arrumar namorada, eu acho
 
Danei de compor versos tortos em linha reta
Achava que métrica era isso
E era toda vez que me assanhava pro lado de uma menina
Podia gostar dela ou não, o negócio era mesmo impressionar
Importância de lhe entregar umas rimas num pedaço de papel
enfeitado com cores e desenhos de flores ou de bichinhos 
 
Eu vivia falando de dores e de amores
Das vontades que eu sabia e das que eu não sabia também.
Fraude pura?
Sei lá, tinha hora que era, tinha hora que não.
 
Tinha umas moças que ficavam comovidas
Não sei se de vontade de dar risada
Ou se encantavam com alguma coisa.
Pura ingenuidade. Minha e delas.
 
Minha madrinha, letrada que só ela
Viu meus rabiscos de aprendiz e me escreveu:
“Vejo que você é dado a poesias. É um maravilhoso dom.
Conheça Fernando Pessoa”
Citou ele e terminou assim: “ o mais é nada, Deus te abençoe.”
 
Foi ai que eu vi que ser poeta não era nada daquilo
Ou então não era só aquilo:
precisava de mais sustância.
Aquele negócio de às vezes arrancar as palavras bonitas lá do peito
De outra feita carregar o mundo nas costas que nem o Drummond falou.
 
Faz muitos anos isso
Mas eu estou pelejando até hoje

sábado, 2 de abril de 2011

VISCERAL

Para o poema UM OLHAR, de Manoel de Barros
 
Se a gente começar a despraticar as querências só de matéria, matéria, matéria;
essas coisas de pegar e gostar só até daqui a pouco
e der princípio a umas querências de análise contemplativa,

Se der um descaso para o desamor,
Largar mão dos desajustes sem provisão,
deixando eles no oposto,
o avesso da gente  fica até parecendo aquelas emendas
que nem parece que foram feitas
de tão enfeitado que o olhar fica.

José Cláudio – Cacá
imagem google
 
UM OLHAR
Manoel de Barros
“Eu tive uma namorada que via errado. O que ela
via não era uma garça na beira do rio. O que ela
via era uma rio na beira de uma garça. Ela despraticava
as normas. Dizia que seu avesso era mais visível
do que um poste. Com ela as coisas tinham que mudar
de comportamento. Aliás, a moça me contou uma vez
que tinha encontros diários com as suas contradições.
Acho que essa frequência nos desencontros ajudava
seu ver oblíquo. Falou por acréscimo que ela
não comtemplava as paisagens. Que eram as paisagens
que a contemplavam. Chegou de ir no oculista. Não
era um defeito físico falou o diagnóstico. Induziu
que poderia ser uma disfunção da alma. Mas ela
falou que a ciência não tem lógica. Porque viver
não tem lógica – como diria a nossa Lispector.
Veja isto: Rimbaud botou a beleza nos joelhos e
viu que a beleza é amarga. Tem lógica? Também ela
quis trocar por duas andorinhas os urubus que
avoavam no ocaso de seu avô. O ocaso de seu avô
tinha virado uma praga de urubu. Ela queria trocar
porque as andorinhas eram amoráveis e os urubus
eram carniceiros. Ela não tinha certeza se essa
troca podia ser feita. O pai falou que verbalmente
podia. Que era só despraticar as normas. Achei certo.”

segunda-feira, 14 de março de 2011

CONVERSAS COM QUEM GOSTA DE ESCREVER *- Hoje é dia da POESIA

MINHA HOMENAGEM A TODOS OS (AS) POETAS PELO DIA NACIONAL DA POESIA
OCTÁVIO PAZ - imagem: passeandopelocotidiano.blogspot.com

 “Os poetas dizem a verdade quando dizem que, ao começar a escrever um poema, não sabem o que vão dizer. Escrevemos para dizer o não dito, e para conhecê-lo. ”
(Octavio Paz, escritor mexicano).
JOÃO CABRAL DE MELO NETO imagem: lenidavid.com.br 
“Catar feijão se limita com escrever:
Joga-se os grãos na água do alguidar
E as palavras na folha de papel
E depois, joga-se fora o que boiar.”
(João Cabral de Melo Neto, Poesias Completas)


“Por que é o mesmo pudor
De escrever e defecar?
Não há  o pudor de comer,
De beber, de incorporar.
E em geral tem mais pudor
Quem pede do que quem dá.
Então por que quem escreve,
Se escrever é afinal dar,
Evita gente por perto
E procura se isolar?”
(João Cabral de Melo Neto, Museu e Tudo)
imagem google
“Fazer poemas
é andar na corda bamba
de um circo abandonado
pior:
com os pés trocados.”
(Antônio Barreto, Sono Provisório)
FERNANDO PESSOA: imagem wikipedia
Autopsicografia

“O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.

E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,não as duas que ele teve,
Mas só as que eles não têm. “
Fernando Pessoa, Obra Poética)
imagem google
“Se é verdade que sou um poeta pela graça de Deus ou do demônio, também o sou pela graça da técnica e do trabalho.”
(Garcia Lorca, escritor espanhol)
MALLARMÉ
“Descrever um objeto é suprimir ¾ da fruição de um poema, que é feito da felicidade de adivinhar, pouco a pouco. Sugeri-lo, eis o sonho.”
(Mallarmé, poeta francês)
MÁRIO QUINTANA - imagem:conhecerautores.pbworks.com
“Mas para que interpretarem um poema? Um poema já é interpretação.”
(Mário Quintana, Na volta da Esquina)

“Um bom poema é aquele que nos dá a impressão de que está lendo a gente... e não a gente a ele.”
(Mário Quintana:  A Vaca e o Hipogrifo)
CASSIANO RICARDO imagem google
“Resta-me só esta graça de ser poeta.
Poesia! Única coisa
Que, depois de sabida,
Continua secreta...”
(Cassiano Ricardo, Poesia Reunida)
MÁRIO DE ANDRADE imagem educacaoadventista.org.br
“Quando sinto impulso lírico escrevo sem pensar tudo o que o meu inconsciente grita. Penso depois: não só para corrigir, como também para justificar o que escrevi.”
(Mário de Andrade, Prefácio Interessantíssimo)
DRUMMOND imagem cantinhodosaber.buscasulfluminense.com   
“Se meu verso não deu certo, foi seu ouvido que entortou. Eu não disse ao senhor que não sou senão poeta?”
(Carlos Drummond de Andrade, Alguma poesia)
 
 
MACHADO DE ASSIS - imagem wikipedia
“As idéias para mim são como nozes, e até hoje não descobri melhor processo para saber o que está dentro de uma e outras – senão quebrá-las.”
(Machado de Assis, escritor carioca)
LEON TOLSTOI imagem google
“Queres escrever para o mundo? Então canta a tua aldeia.”
(Leon Tolstoi, escritor russo)
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* In: Escrever Sem Doer -  Ronald Claver, ed. UFMG, 2006.





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