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sexta-feira, 9 de setembro de 2011

NA BIENAL DO RIO

Clique na imagem para ampliá-la e ler o belo poema de Pessoa
Saí do lançamento do livro aqui em BH e fui lá na Bienal do Rio. Uma belezura! Espaço de negócios, entretenimento e também lugar de curtir literatura em prosa e versos. O ponto alto, no entanto é conhecer pessoas, fazer contatos com escritores e editoras. E não deixar de comprar livros. Desta vez havia também a possibilidade de se ganhar muitos. Ouvir Antônio Grassi lendo Guimarães Rosa ou Elba Ramalho declamando João Cabral de Melo Neto é inesquecível. Uma pena que não podia fotografar, pois isso acontece em recintos fechados. 

No entanto, onde pude fotografar não perdi um lance para ser guardado
Tathy (blog Eu Sou Assim)
Logo no primeiro dia que cheguei uma surpresa das mais agradáveis. Andando por ali, reconheci uma blogueira com quem  sempre troco mimos literários. É a Tathy, do blog Eu Sou Assim. Uma pessoa agradabilíssima, tal como é na virtualidade.
Elaine Aguiar
 Elaine é do Recanto das Letras e do blog diarios doces. É autora do livro de poesias Inverno Azul, no qual eu tenho uma pequena partcipação com um dueto. Nos tornamos amigos de verdade. Uma pessoa adorável. Foi através dela que conheci mais gente muito boa lá do Recanto das Letras neste encontro ai embaixo, onde foi lançado o livro Poetas Contemporâneos do Brasil, volume II, do Portal do Poeta Brasileiro.
Vana Fraga, Elaine Aguiar, Ana Lago de Luz, Betina Marcondes e Adriana
Entre mineiros
Leda Nagle
Pude receber o autógrafo da jornalista e escritora Leda Nagle no livro De Minas para o Mundo, onde ela reúne entrevistas que fez na sua carreira televisiva com mineiros de destaque nos últimos anos. Uma maravilha de livro, uma pessoa admirável.
Ferreira Gulllar
Eu conhecia muito mais a poesia do que a prosa de Ferreira Gullar. Agora vou tomar conhecimento de um pouco de suas crônicas. O livro que ele autografa aí na foto para mim é o Crônicas Para Jovens. Foi uma dos autores mais reverenciados lá neste dia em toda a bienal.
Ceiça Esch (de óculos) e minha irmã Beth Adão
 Com a recepção e a hospedagem tão calorosa que a minha irmã me deu lá no Rio, eu posso dizer que até mesmo se tivesse dado tudo errado eu estaria alegre. Que anfitriã mais maravilhosa ela é (obrigado, madrinha!). 
A Ceiça Esch é uma consagrada autora de livros infantis. Já a conhecia do Festival de Inverno em Itabira, minha terra e tive que redobrar o meu prazer em reencontrá-la. Só que ela também escreve poesias para adultos, contos e história muito bem escritas e a cara de nosso cotidiano. Sem contar que é um doce de pessoa. Carisma e afetividade é o que não lhe faltam. O livro que ela autografou para mim é de adultos: Borboletas No Jardim. Imperdível para homens e mulheres.
Jorge Luiz da Silva Alves
O Jorge Luiz é desses que já posso chamar de velho amigo. Um dos mais antigos membros do Recanto das Letras, dono de uma prosa singular, contista do mais alto nível literário e companheiro  no ar, na água e na terra e por quem eu boto a mão no fogo. Um grande cara. Esta foto é o lançamento de seu mais novo livro Sagitário. Pequenas e adoráveis prosas poéticas.
Gilberto Dantas
Um dos melhores livros de crônicas que li ultimamente vem desse amazonense carioca, o meu também grande amigo Gilberto Dantas. Ele escreve no Recanto das Letras e lançou seu primeiro (de vários que acredito e desejo) livro de crônica. E com o fôlego e a verve  literária que possui, podem ter certeza que será um prazer a cada leitura. O livro em questão é o Cinquenta e Uma Crônicas, um espetáculo!
Maria Luiza Martins e o seu filho Gabriel
E, por fim, um dos momentos mais ansiados por mim. A Maria Luíza Martins, desde que soube que eu iria à bienal, não poupou esforços para que nos conhecêssemos pessoalmente, já que estamos em permanente contato tanto no Recanto das letras, como  por telefone. Marcamos um encontro num dia, deu errado por causa de problemas nos nossos celulares, ficamos angustiados, mas no dia seguinte, lá estávamos aos abraços e lágrimas sacramentando o tão esperado conhecimento ou como ela mesmo definiu em uma carta para mim: " é uma delícia deixar de ser virtual", expressando a maravilha de estar junto a quem queremos bem depois de ficar papeando e trocando impressões literárias apenas no computador. E eu concordo em tudo com ela. É uma amiga que me fez ter a sensação de já conhecê-la há muitos anos, de tanta afinidade que temos. Eu gostaria muito de ter ficado mais tempo lá só para poder estar um pouco mais ao lado dessa companhia doce e agradável. Agora vou curtir o  livro que ganhei de sua autoria A Casa Colorida. E ela ainda presenteou cada uma de minha filhas com um exemplar. Obrigado pela acolhida, minha amiga!

terça-feira, 5 de julho de 2011

NÓS VAMOS INVADIR A SUA PRAIA

A CHEGADA TRIUNFAL - imagem google
Dos sete mil e tantos quilômetros que o Brasil possui de litoral eu conheço uns poucos. Segundo os mais aficionados por praias e geografia, se levarmos em consideração as reentrâncias (por exemplo, o litoral de São Luis, no Maranhão) e saliências vai para nove mil e tantos quilômetros.

Aonde eu mais conheci de forma exploratória (turística, viu minha gente?) foi o Rio Grande do Norte. Nem preciso falar do resto do país. É muita beleza pra um mineiro só. E mineiro tem inveja de litoral. A gente fica aqui exaltando as montanhas mas louquinho para subir o morro e descer lá do lado do mar.

Como gosto muito de andar na contramão de onde todo mundo vai, inverti a tendência separatista que, não é de hoje, ronda esse país. Na escola primária aprendi que o Brasil tinha pouco mais de três mil municípios. Hoje tem  cinco mil e tantos. Minas mesmo é um estado muito separatista por conta de políticos(as) oportunistas. No meu tempo das primeiras letras aprendi que tínhamos 722 cidades, Já estamos batendo em quase novecentas. Eu pergunto: anexamos algum território inimigo? Invadimos algum lugar? Não, foi a criação de novos municípios, separatismo purinho.

Pensando nisso e na paixão desvairada pelo mar e lembrando do que o Roberto falou que “além do horizonte deve ter algum lugar bonito e tranquilo pra se viver em paz”, lancei um movimento para anexarmos o Rio de Janeiro e o Espírito Santo ao território Mineiro. Quando eu voltei do RN eu lancei o movimento “anexista”. Já sabemos fazer moqueca capixaba e falar como os cariocas é uma delícia, com o “s” espichado que nem “x”. Difícil vai ser combiná-lo com o nosso “r” caipirado. Mas isso a gente resolve depois tomando umas numa praia. Copacabana ou Ipanema? Guarapari ou Vila Velha?

PS: isso é apenas uma brincadeira sem nenhum propósito sério.

Anexionismo = s. m. || teoria que preconiza a anexação dos pequenos estados aos grandes, seus vizinhos, sob fundamento de afinidades raciais, linguisticas, etc.
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