Um dia eu participava de um
seminário sobre planejamento estratégico e a pergunta que surgiu na minha turma
para iniciar as trocas de ideias e elaboração de rumos foi: o que pode nos
derrubar? Aquilo serviu como início da formulação de pontos e contrapontos; possibilidades
e obstáculos; ações e reações. Racionalmente, eu diria que é um método muito
bom para se traçar metas e tentar segui-las o mais próximo possível de nossas
capacidades, empenhos e vontades. Aquele planejamento não previa nenhuma
emoção. Ela deveria ficar reservada para a hora de determinadas ações.
Racionalmente também, uma ação planejada feita com o coração à frente tem menos
chances de sair bem sucedida. Planejamento é seco, direto e mesmo que tenha
flexibilidade ele é do campo da razão acima de tudo. Na vida pessoal, no entanto, não dá para ser
assim. Pelo menos na minha. Por mais planejamentos que eu faça, se a emoção não
acompanhar cada etapa de sua elaboração e das ações, só terá graça se eu
colocar o dinheiro como meta ou a vida material sobrepondo-se a tudo o mais.
Também não é o meu caso. O planejamento
pessoal é originado dos sonhos e sonhos são vontades do coração muito mais do
que da razão. Aí, quando acontece um revés muito intenso na nossa vida, ficamos totalmente à mercê do
lado psicológico, todinho movido de sensações e sentimentos dos mais variados. A
razão trava uma peleja ferrenha com o nosso lado emocional e o corpo é o ponto de
absorção do resultado, seja ele o equilíbrio ou o desequilíbrio completo.
Aconteceu comigo um desses
combates e eu estou saindo bem dele exatamente por causa das emoções que me
cercaram o tempo todo para dar tenência à razão. Elas manifestaram-se através
do apoio familiar e do carinho e atenção dos amigos, esses verdadeiros pilares
de nossa manutenção vivos, energizados e com vigor para enfrentar a caminhada
da existência. Foram os amigos reais e os virtuais, porque eu misturo tudo num
lado só do coração. Se tivesse um planejamento a seguir durante esse período
teria fraquejado completamente.
Hoje (dia 1º de maio) cheguei de
um retiro na roça e ao abrir meu correio, vi uma mensagem do Márcio Jr. Um amigo
que fiz no Recanto das letras, já faz mais de três anos e que ficamos chegados (para mim de verdade mesmo). Ele convocou uma
rede de afeto, solidariedade e apoio nos blogs amigos que eu fiquei sem chão de
tanta emoção boa que senti por cada uma
e cada uma que prestou homenagem. Teve de tudo: música, poesia, citações, prosa
poética, acrósticos, revival, crônicas, uma linda oração e sorrisos. Nem que eu vendesse milhões
de livros estaria tão feliz como fiquei com as homenagens e afagos. MUITO
OBRIGADO A TODOS. Eu fui à página de cada um que publicou para agradecer e se
esqueci ou não vi alguma ainda, rogo desculpas e peço que me digam para que eu
possa retribuir com alegria e prazer.
Também quero dizer que estou
voltando (devagarinho , mas pra ficar). Aos que me visitaram no período de
minha ausência, peço paciência que retribuirei um por um. Foram tantas visitas
que eu acredito levar uma semana, pelo menos para poder visitar a todos.
E saibam que esse carinho não
ficará esquecido jamais. É muito bom isso.
Paz e bem pra todo mundo.
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