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sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

INOCENTES ÚTEIS

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Aqui na cidade dizem que há a proporção de um ônibus para cada 548 passageiros, de acordo com a demanda atual. Vem a prefeitura e diz que vai dar um jeito de remanejar os horários das linhas mais problemáticas. Mandar os donos comprarem mais ônibus, nem pensar! Afinal, isso oneraria os custos das empresas e aumento nas passagens. E quem pagaria a conta? Melhor continuarmos pagando com atrasos, ira e “ensardinhamento”, porque a grana é curta para quem precisa de transporte público.
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Vivemos um permanente processo de “refenização” por esse Brasil afora. Veja o que acontece com a TV a cabo: a gente paga para ter canais de programação exclusiva e já enfiaram propaganda comercial como na TV aberta. E isso quer dizer que agora a gente além de ter que engolir mais esse sapo, ainda pagamos por ele. Segundo a desculpa que deram aos Procons, se não fizerem isso, a TV a cabo fica inviável no Brasil, devido ao baixo número de adesões. E nós com isso? No capitalismo não vale a máxima “quem não tem competência não se estabeleça?” 
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Veja o que está acontecendo com os aeroportos. Todos os dias ao ouvir ou ler notícias há um destaque para atrasos de voos. As empresas alegam sempre problemas meteorológicos. O que a gente bem sabe é que há uma venda de passagens maior do que a capacidade que os aviões (overbooking). E eles não aumentam a frota, porque senão vai aumentar custos e repassar aos consumidores.

Quem tem uma curiosidade meio de economista e lê resultados de balanços dessas empresas vê que os lucros estão subindo na mesma proporção da indignação geral. 
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Não saímos do cativeiro econômico. Afinal, os empresários financiam as campanhas dos políticos para que eles venham até os mais longínquos e pobres lugares, obtenham os votos da maioria e mantenham uma forma de não trazer aborrecimentos para eles (empresários).
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CANDIDATO: Pessoa que obtém dinheiro dos ricos e votos dos pobres para proteger um do outro depois de eleito. (Do Anedotário Popular)

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