Eu tinha feito um poeminha sobre a dor de cotovelo há um tempo a acho até que já havia publicado. Mas como agora encontrei umas versões bastante interessantes para a origem desse termo, trouxe de volta com a devida fonte de onde fiz a pesquisa. A seguir o poeminha e depois a matéria do site brasilescola.
VERSINHOS DA DOR DE COTOVELO
Expressão maior de maldade,
Vou lhe dizer a verdade
É quando um amor tão querido
Se faz de bandido
Nos deixando apenas a queixa
Dá saudade como efeito
E uma dor que não deixa
Parar de arder o peito.
Cacá – abril/10
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imagem google |
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A MATÉRIA DA REVISTA BRASIL ESCOLA
Ao revisitarmos a história do samba, vemos que grandes nomes que fizeram parte da trajetória do gênero compuseram letras em que o amor era tematizado. Em geral, as relações amorosas eram pintadas por uma frustração ou infortúnio que impedia a consumação de uma relação bem sucedida. De acordo com alguns biógrafos do samba, a tal desilusão amorosa cantada, muitas vezes, se apresentava como uma extensão das decepções experimentadas na própria vida do compositor.
Lupicínio Rodrigues, famoso compositor gaúcho, foi um dos mais reconhecidos autores desse tipo de letra melancólica. Em muitas delas, dizia que o bar era o lugar ideal para curar os descaminhos da vida afetiva. Na canção “Taberna”, por exemplo, ele constrói um curioso eu-lírico que passou o dia inteiro no bar observando o movimento da freguesia e esquecendo a ingratidão dirigida à amada entre cada um dos tragos ingeridos.
Apesar de não ser possível apontá-lo como o autor da expressão, foi Lupicínio que cumpriu a função estética de popularizar a lendária “dor de cotovelo”. A alegoria que dá sentido ao termo faz justa alusão a quem encosta-se ao balcão de um bar para esquecer o amor perdido e se embriagar. Seguindo a explicação, de tanto ficar recostado no balcão, em completa inapetência, aquele que já sofre por amor acaba “contraindo” uma terrível dor de cotovelo.
Sendo amante de várias mulheres e, por isso, vivendo muitas desilusões no campo sentimental, Lupicínio chegou a desenvolver uma teoria sobre a dor de cotovelo. A dor de cotovelo federal era aquela que só poderia ser curada com embriaguez total. Já a dor de cotovelo estadual era suportável e com o passar do tempo tudo se ajeitava. Por fim, havia a modalidade municipal da dor de cotovelo, que não poderia nem mesmo servir de inspiração para um samba.
Apesar de não ser possível apontá-lo como o autor da expressão, foi Lupicínio que cumpriu a função estética de popularizar a lendária “dor de cotovelo”. A alegoria que dá sentido ao termo faz justa alusão a quem encosta-se ao balcão de um bar para esquecer o amor perdido e se embriagar. Seguindo a explicação, de tanto ficar recostado no balcão, em completa inapetência, aquele que já sofre por amor acaba “contraindo” uma terrível dor de cotovelo.
Sendo amante de várias mulheres e, por isso, vivendo muitas desilusões no campo sentimental, Lupicínio chegou a desenvolver uma teoria sobre a dor de cotovelo. A dor de cotovelo federal era aquela que só poderia ser curada com embriaguez total. Já a dor de cotovelo estadual era suportável e com o passar do tempo tudo se ajeitava. Por fim, havia a modalidade municipal da dor de cotovelo, que não poderia nem mesmo servir de inspiração para um samba.
Por Rainer Sousa
Graduado em História
Equipe Brasil Escola
13 comentários:
Lindo e bem elucidativo artigo explicando o termo e teu poema,independente disso, ficou lindo ! abração,lindo dia,chica
hahaha Cacá, muito instrutivo, e o melhor são as gradações de acordo com as esferas de governo. Adorei!!
A gente pode não saber a origem, mas quem não sentiu, pelo menos uma vez, uma dor de cotovelo? As minhas foram sempre federais, que não sou mulher de pouco amor... kkkkkk
Beijos.
kkkkkkkkkk, adorei o manual. Bem, ANDO SENTINDO UMA ESTADUAL, DIGAMOS ASSIM...KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
E PARA MIM AS MAIS INSPIRADORAS SÃO AS FEDERAIS, JÁ QUE NÃO BEBO...KKKK
Muito boa esta classificação da "dor de cotovelo", chega a ser hilário.
Eu vi a série da globo e acompanhei as histórias amorosas do Lupercinio.
Adorei saber as origens de dor que quem não a sentiu "levante o dedo".
abços
Bom dia, meu chapa!
Muito boa essa, classificar a dor de cotovelo. E os seus versos são bem expressivos...
Estou atrasado com a leitura aqui, não estranhe se aparecer comentário nos posts anteriores!
Abç,
Adh
um beijo e obrigado,Cacá.neno
Hummm... Grande Lupicínio...
Preciso dar uma olhada nas alíquotas das três esferas antes de qualquer declaração sobre esta epicondilite que me aflige.
Smackkkkk, adorei!
Não quero esquecer, pois desejo sadia a minha memória. Então, se não doer quando eu lembrar, já estará muito bom. Inté.
Cáca, essa história de curar dor de cotovelo com o umbigo no balcão é desculpa de bebum hahaha... Ele tbm iria para o bar para comemorar um novo amor... tudo é motivo, não é mesmo? rsrs
Adorei seu poeminha e o Lupicinio é tudo de bom!
Maravilhoso post.
Bjos.
Muito bem Sr.Cacá vou repetir o "tum,tum no peito" e afogar esatd or na melhor cachaça das Minas,rsrs.Seu poema é ótimo.O assunto é sério e o historico é cultural.Voce esbanjou na postagem que lhe é peculiar.Mas esta dor é chata messssmo.Um abraço amigo.Dias de luz para voce.
Mas com versinhos tão saborosos até que não dói tanto!... Abraço, querido amigo Cacá!
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