quarta-feira, 16 de abril de 2008

NARIZ

Nariz ‘aprende a identificar o cheiro de perigo’, diz estudo

O medo pode aguçar o sentido do olfato em uma pessoa a ponto de que ela passe a associar rapidamente um odor que sentiu no passado a uma situação de perigo e a distingui-lo de outros semelhantes... Os pesquisadores submeteram 12 jovens saudáveis a testes envolvendo dois odores muito similares enquanto registravam imagens de ressonância magnética de seus cérebros. Primeiro, os participantes tiveram que cheirar o conteúdo de duas garrafas. O odor era quase idêntico, com uma variação química sutil. Eles não conseguiram discriminar os aromas. Depois tiveram que cheirar o conteúdo de uma das garrafas novamente enquanto eram submetidos a uma situação de desconforto - a aplicação de um choque elétrico de baixa intensidade em sua perna. Logo eles aprenderam a distinguir este cheiro específico do outro, que era bastante similar...

Sexta-feira 28 de março de 2008 09h59min (Fonte www.uai.com.br/UAI/html/sessao_8)

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Bem que eu já desconfiava que quando alguém diz: isso não me cheira bem, não se tratava do aspecto físico da matéria. Algumas vezes é direto, na lata, ali nas narinas. Quando se passa por lixo, rede de esgoto a céu aberto ou de alguém sem banho de muitos dias, por exemplo. No caso da descoberta acima, é um cheiro de entrelinhas. O perigo reside na ameaça do odor que fatos ou atitudes podem representar para o cotidiano ou ainda resultar em calamidade pública ou injustiça particular. Muitos advogados quando lhe perguntamos da possibilidade de se ganhar aquela causa na justiça, costumam responder que “de bumbum de bebê e cabeça de juiz pode se esperar de tudo.” Isso realmente cheira a perigo. Quem diria que o nariz fosse ganhar vida própria e se tornaria independente do cérebro! Passa agora a ter comando autônomo e é responsável desde então, a fabricar adrenalina e outros hormônios que avisam ao corpo da iminência de risco - com tanta competência a ponto de não deixar escorrer para não serem confundidas com outra secreção e permitir que a pessoa fique vulnerável. Vai que o sujeito pára a fungada para limpar o nariz e aí, ó, olha a ameaça se concretizando! Aos cachorros, é melhor ir botando as barbas de molho. As barbas não, os narizes.

Para quem acreditava até agora que o nariz servia para enfeitar ou enfeiar uma cara, distinguir odores de fedores e suportar óculos, veio esse magnífico e insofismável achado da ciência moderna, que tanto contribui para o progresso civilizatório ultra contemporâneo da humanidade. O olfato assim deixa de ser um mero sentido e ganha status de órgão. E órgão vital por nos precaver das ameaças reais e potenciais com que formos nos deparando. Agora podemos meter o nariz até onde não fomos chamados com autoridade quase policial. Daqui a pouco começam aparecer os especialistas. Nariz desarmador de bombas, nariz anti-acidentes (subdividido em várias categorias) domésticos, de automóveis, aviões, etc. Nariz que previne contra o nariz da mulher que sente a léguas de distância um perfume diferente no pescoço ou na camisa do amado e, finalmente o nariz especializado em política, que já fareja o perigo ali, no discurso, antes de concretizar a eleição do candidato. Se o cara for dono do próprio nariz e tiver senso de oportunidade, vai fazer fortuna entre os eleitores com narizes menos qualificados.

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